A Ásia, maior continente do planeta tanto em extensão quanto em população, ocupa mais de 44 milhões de quilômetros quadrados, representando cerca de 30% das terras emergidas. No início de 2026, a população total da região estava estimada entre 4,86 e 5 bilhões de habitantes, concentrando mais de 60% da população mundial, segundo dados do World Population Review. A região do Sul da Ásia é a mais populosa, com mais de 2,1 bilhões de pessoas, seguida pela Ásia Oriental, com mais de 1,6 bilhão. Apesar de um crescimento demográfico mais lento, estimado entre 0,7% e 1,1% ao ano, aproximadamente 54,1% da população já reside em áreas urbanas.
No campo da diplomacia multilateral, a CESAP (Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico), sediada em Bangkok, atua como plataforma central de cooperação regional. Com 53 membros plenos e 9 associados, a comissão incentiva o diálogo, a formulação de normas e ações coordenadas, promovendo desenvolvimento inclusivo, sustentável e integração regional.
Segundo projeções econômicas, a região asiática deverá crescer cerca de 4,1% em 2026, com desempenho particularmente forte da Índia e do Vietnã, cujo crescimento pode superar 6%. Setores como inteligência artificial e a demanda por semicondutores impulsionam as cadeias produtivas, beneficiando especialmente Taiwan, Coreia do Sul e Singapura. Além disso, investimentos significativos em energias verdes já fazem parte das estratégias econômicas de longo prazo.
Publicidade_Pagina_Interna_Bloco X3_(300px X 450px)
Anuncie aqui!A ASEAN, composta por 11 membros, tem oportunidade de consolidar sua visibilidade e atuação. A Ásia do Sudeste mantém-se atraente para investimentos estrangeiros diretos, graças à diversificação das cadeias de suprimentos e à redução da dependência da China. As Filipinas, que assumem a presidência da ASEAN em 2026, destacam sua intenção de fortalecer a estabilidade regional.
O panorama geopolítico da Ásia segue complexo. A rivalidade sino-americana continua sendo um fator de tensão, com potencial de intensificação, embora encontros de alto nível entre Pequim e Washington em 2026 possam oferecer perspectivas de estabilidade. A península coreana permanece sob atenção estratégica, enquanto Taiwan segue como ponto crítico da segurança regional. China e Índia consolidam papéis de maior influência global, ampliando seu peso nas decisões intercontinentais.
Individualmente, a China projeta crescimento de 4,6%, apoiada em setores de alta tecnologia como semicondutores, inteligência artificial e veículos elétricos, além de medidas para controlar excessos de capacidade. A Índia, o país mais populoso do mundo, deve registrar crescimento de 6,5%, impulsionada pelo consumo interno, infraestrutura e setores de eletrônicos e automóveis. O Japão, por sua vez, implementa a Sanaenomics, políticas voltadas à estabilização da inflação e estímulo ao crescimento.
Entre os países do Sudeste Asiático, Indonésia e Malásia se destacam, com crescimento ligado a commodities estratégicas, como o níquel para baterias e componentes de alta tecnologia. Apesar do dinamismo, os países asiáticos enfrentam desafios significativos, incluindo a reconfiguração das cadeias de suprimentos, o controle da inflação e a gestão da confiança do consumidor em mercados em desaceleração, como na Indonésia.
Publicidade
anuncie aqui!Eventos culturais e esportivos também terão impacto em 2026. Os XX Jogos Asiáticos, com cerimônia de encerramento inédita, prometem participação recorde, enquanto o turismo continuará em alta em destinos como Bali, Hanói, Bangkok e Tóquio. Outros eventos, como o Routes Asia 2026, em Xi’an, estarão focados na reconstrução e expansão das redes aéreas regionais.
O século XXI coloca a Ásia no centro das transformações globais. Com população majoritária e economias dinâmicas, o continente oferece oportunidades extraordinárias, mas enfrenta também desafios complexos: rivalidades estratégicas, pressões ambientais, desigualdades sociais e tensões históricas. O futuro do continente dependerá de sua capacidade de conciliar diversidade e cooperação, crescimento e sustentabilidade, poder e responsabilidade.
A forma como a Ásia gerenciará seus desafios terá impacto direto na paz, prosperidade e governança globais, tornando o continente não apenas um ator dos assuntos mundiais, mas um dos principais arquitetos de sua evolução. A diplomacia asiática no século XXI seguirá pluriforme, flexível e orientada por interesses, marcada por cooperação bilateral e multilateral pragmática, em vez de uma estratégia única e unificada.





