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Internacional/América do Sul: Bad Bunny transforma o Super Bowl 60 em celebração, uma análise da afirmação cultural e política porto-riquenha

Do coração das plantações de cana-de-açúcar em Porto Rico ao Levi’s Stadium na Califórnia, o artista Benito Antonio Martínez Ocasio trouxe tradição, política e festa para o show do intervalo mais assistido do mundo, consolidando seu impacto global.

O sol baixava sobre Santa Clara, Califórnia, quando Bad Bunny emergiu das plantações de cana no palco do Super Bowl 60, rodeado por jíbaros com pavas, viejitos jogando dominó e uma barraca de piragua, símbolos inconfundíveis da cultura porto-riquenha. Benito Antonio Martínez Ocasio, nome de nascimento do artista, levou para o maior palco do futebol americano elementos profundamente enraizados em sua ilha natal — uma celebração de identidade e resistência.

O show começou com uma sequência de seus maiores sucessos do reggaeton, incluindo “Tití Me Preguntó” e “Yo Perreo Sola”, enquanto surgia sobre a “casita” de sua residência em Porto Rico, recebendo convidados como Cardi B, Jessica Alba, Pedro Pascal, Karol G, Ronald Acuña Jr., Alix Earle e Dave Grutman em uma autêntica “house party”. Um momento simbólico ocorreu quando ele atravessou o telhado ao som de Daddy Yankee com “Gasolina”, homenageando os artistas porto-riquenhos que abriram caminho para sua carreira internacional.

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Em um discurso emocionante, Bad Bunny disse em espanhol:
Mi nombre es Benito Antonio Martínez Ocasio, y si hoy estoy aquí en el Super Bowl 60, es porque nunca, nunca dejé de creer en mí y tú también deberías de creer en ti, vales más de lo que piensas.”
Tradução: “Meu nome é Benito Antonio Martínez Ocasio, e se estou aqui no Super Bowl 60, é porque nunca, jamais, deixei de acreditar em mim mesmo, e você também deveria acreditar em si, você vale mais do que pensa.”

O show também contou com Lady Gaga, que surgiu em uma cena de casamento real, cantando o dueto “Die with a Smile” ao lado da banda de salsa Los Sobrinos. Benito atuou como testemunha, assinando a certidão de casamento, em um dos momentos mais singulares e criativos de um show do intervalo.

A performance seguiu com uma mudança de figurino de Bad Bunny para um terno branco clássico de salsero, abrindo espaço para “Baile Inolvidable” e “NuevaYol”, ambientado em um cenário de festa de bairro, com participação de Toñita, proprietária de um dos últimos clubes sociais porto-riquenhos de Nova York, o Caribbean Social Club de Brooklyn. Ricky Martin também subiu ao palco para interpretar “Lo Que Le Pasó a Hawaii”, reforçando a mensagem de autonomia cultural de Porto Rico frente à neocolonialização.

Durante a performance de “El Apagón”, que relembra o furacão Maria e os apagões frequentes da ilha, jíbaros em pavas escalaram postes que explodiram, simbolizando os desafios da infraestrutura elétrica de Porto Rico. Bad Bunny segurou a bandeira da ilha, com cores vermelho, branco e azul bebê, em clara referência ao movimento de independência.

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Por aproximadamente 13 minutos, patrocinado pela Apple Music e Roc Nation, o mundo inteiro assistiu a uma apresentação inteiramente em espanhol, com exceção das partes cantadas em inglês por Lady Gaga. O encerramento contou com “DtMF”, acompanhado por músicos tocando güiros e panderetas, instrumentos tradicionais da plena porto-riquenha.

Bad Bunny consolidou seu status global: de funcionário de supermercado em Porto Rico há apenas uma década, a vencedor do Grammy 2026 de Álbum do Ano por “Debí Tirar Más Fotos”, que mistura tradição folclórica com reggaeton, trap e pop, e agora, protagonista do show de intervalo mais icônico do mundo. Mais que música, a performance transmitiu esperança e resiliência, lembrando que, apesar de desafios históricos e contemporâneos, Porto Rico segue firme em sua identidade e cultura.

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