Enquanto 130 milhões de espectadores acompanhavam a final da NFL entre Seattle Seahawks e New England Patriots, era difícil imaginar que se tratava da América sob o governo de Trump 2. A vitória dos Seahawks por 29 a 13 trouxe momentos de alegria coletiva, mas o verdadeiro impacto do evento veio do palco do meio-tempo. O show de Bad Bunny não apenas animou a plateia, mas também provocou o Presidente Donald Trump, evidenciando a força política da cultura pop em um país polarizado.
O rapper porto-riquenho de 31 anos, recentemente destacado nos Grammy Awards por sua postura crítica diante da política de imigração e da atuação de agentes federais, utilizou o palco mais assistido do país para enviar mensagens contundentes. Entre referências à violência policial em Minneapolis e críticas à agência ICE, Bad Bunny afirmou: «Antes de agradecer a Deus, vou dizer: fora ICE! Não somos selvagens… Somos seres humanos e americanos». Cada frase ecoou como um desafio direto às políticas de Trump, mostrando que a música pode ser uma forma poderosa de contestação.
Além do caráter político, o Super Bowl manteve sua tradição de espetáculo audiovisual. Comerciais irreverentes, como o da Pepsi roubando a mascote da Coca-Cola, trailers de filmes estrelados por Steven Spielberg e Brad Pitt, e mensagens futuristas sobre inteligência artificial, evidenciaram que, mesmo em tempos de polarização, os Estados Unidos buscam momentos de entretenimento coletivo. A Toyota sintetizou a mensagem do intervalo com o lema: “O caminho são as pessoas”, reforçando que, apesar da política conturbada, o país ainda valoriza a união e a experiência compartilhada.
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anuncie aqui!O episódio evidencia que o esporte, aliado à arte e à música, torna-se um instrumento de reflexão sobre justiça, identidade e democracia, enquanto milhões de americanos se emocionam e se divertem diante da televisão. Bad Bunny, com sua postura firme e crítica, provocou Donald Trump, mostrando que o palco mais grandioso do país pode servir tanto para entreter quanto para desafiar estruturas de poder e mobilizar consciência social.




