Um jovem armado com um fuzil e portando um bidão de gasolina foi abatido pelas forças de segurança após invadir, na madrugada de domingo, o perímetro da residência de Donald Trump na Florida. O presidente encontrava-se em Washington no momento do incidente, ocorrido por volta da 01h30 na propriedade onde passa regularmente os fins de semana.
Segundo as autoridades locais, o suspeito foi identificado dentro da zona de segurança e confrontado por agentes que lhe ordenaram que largasse a arma e o recipiente inflamável. De acordo com o xerife do Condado de Palm Beach, o indivíduo colocou o bidão no chão, mas levantou o fuzil em posição de disparo, levando agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos e da polícia do condado a abrirem fogo. O suspeito morreu no local e nenhum agente ficou ferido.
O homem foi identificado como Austin Tucker Martin, de 21 anos, natural de Cameron. Informações divulgadas pela imprensa norte-americana indicam que o jovem publicava frequentemente desenhos de percursos de golfe nas redes sociais e que a família havia comunicado o seu desaparecimento no dia anterior. A FBI solicitou aos residentes da zona que verifiquem imagens de câmaras de vigilância para auxiliar a investigação.
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Anuncie aqui!Num comunicado oficial, a porta-voz da Casa Branca sublinhou que o Serviço Secreto “agiu com rapidez e firmeza para neutralizar a ameaça”, acrescentando que nenhuma personalidade sob proteção federal se encontrava na propriedade no momento dos factos.
O episódio ocorre num contexto de tensão política persistente e de precedentes recentes envolvendo o próprio presidente. Durante a campanha presidencial de 2024, Trump foi alvo de um disparo num comício em Pensilvânia, tendo sido atingido na orelha, num atentado que resultou na morte de um espectador e na neutralização do atirador pelas forças de segurança. Meses depois, uma nova tentativa ocorreu num campo de golfe na Florida; o autor, Ryan Routh, foi condenado à prisão perpétua no início de fevereiro.
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anuncie aqui!Esses episódios expuseram falhas operacionais e desencadearam críticas severas ao Serviço Secreto. Um relatório parlamentar divulgado em julho de 2025 descreveu erros “inexcusáveis” nos dispositivos de proteção, ampliando o debate sobre a segurança de altas figuras do Estado em ambiente de polarização extrema.
O incidente de domingo insere-se ainda numa sequência de atos de violência política que atingiram diferentes campos ideológicos. O assassinato do influenciador conservador Charlie Kirk, bem como a morte de uma eleita democrata e do seu esposo, reacenderam preocupações sobre a deterioração do clima público e o impacto da circulação massiva de armas. Os Estados Unidos continuam a ser o país com maior número de armas de fogo em mãos civis no mundo, realidade frequentemente apontada como fator estrutural de risco.
Se o ataque foi rapidamente contido, o seu simbolismo permanece. O episódio ilustra a vulnerabilidade de espaços associados ao poder político e reforça a perceção de que a violência, longe de episódios isolados, se tornou elemento recorrente na paisagem política norte-americana.





