Os Estados Unidos intensificaram de forma significativa a pressão sobre o Irão, num contexto de repressão violenta das manifestações internas e de crescente instabilidade regional. A administração norte-americana passou a combinar ameaças explícitas de intervenção militar com medidas económicas punitivas, numa tentativa de isolar ainda mais a República Islâmica.
Na segunda-feira, o presidente Donald Trump anunciou que qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irão será sujeito a uma taxa aduaneira de 25% aplicada pelos Estados Unidos, com efeito imediato. A decisão visa atingir diretamente os parceiros económicos de Teerão, numa estratégia de pressão indireta destinada a asfixiar financeiramente o regime iraniano.
A medida tem particular impacto sobre a China, principal parceiro comercial do Irão, e representa uma escalada significativa na política de sanções, ao penalizar não apenas Teerão, mas também os países que continuam a negociar com o regime.
Paralelamente às sanções económicas, Donald Trump voltou a sublinhar que a opção militar não está excluída. O presidente norte-americano tem afirmado repetidamente que os Estados Unidos poderão “responder com grande força” caso as autoridades iranianas continuem a recorrer a uma repressão sangrenta contra os manifestantes.
Apesar de ainda não ter sido desencadeada qualquer operação militar direta, o discurso de Washington sugere uma clara disposição para uma eventual intervenção, aumentando o risco de uma escalada regional. Analistas sublinham que esta postura representa uma das abordagens mais agressivas adotadas pelos Estados Unidos face ao Irão nos últimos anos.
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Anuncie aqui: clique já!Estas decisões surgem num momento em que o Irão enfrenta um vasto movimento de contestação popular, iniciado no final de dezembro e reprimido com extrema violência. Segundo organizações de direitos humanos, mais de 600 manifestantes terão sido mortos, embora a verificação dos números seja dificultada pelo bloqueio total da Internet em vigor desde 8 de janeiro.
O corte das comunicações reforça o isolamento do país e limita o acesso da comunidade internacional a informações fiáveis, enquanto o regime mantém uma resposta securitária rígida.
A conjugação entre sanções económicas severas, ameaças militares explícitas e condenação diplomática internacional coloca a República Islâmica perante um dos momentos mais delicados desde 1979. Internamente fragilizado pela contestação social e externamente pressionado por Washington, o regime iraniano enfrenta um cenário de encurralamento político e económico.
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Anuncie aqui: clique já!A evolução da situação dependerá, em grande medida, da capacidade do regime de conter a contestação interna e da decisão dos Estados Unidos de transformar a ameaça militar numa ação concreta, num contexto de elevada tensão internacional.





