Nos últimos anos, Cabo Delgado tem sido palco de uma insurgência persistente, marcada por ataques violentos, destruição de infraestrutura e deslocamento de populações. Embora até agora não haja registros confirmados de drones armados usados pelos insurgentes moçambicanos, experiências recentes em outras regiões da África indicam um possível caminho de evolução das táticas de combate.
No Sahel e na região do Lago Chade, grupos jihadistas como JNIM e ISWAP têm usado drones comerciais adaptados com explosivos para atacar bases militares, realizar vigilância e planejar emboscadas. Segundo analistas de segurança, essas operações permitem atingir alvos estratégicos com menor risco para os militantes e reduzir custos operacionais, representando uma mudança significativa no padrão de ataque insurgente.
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anuncie aqui!Especialistas moçambicanos alertam que, embora Cabo Delgado ainda não tenha registrado incidentes semelhantes, os insurgentes podem eventualmente explorar drones comerciais para ataques futuros. “A experiência do Sahel mostra como grupos armados rapidamente adaptam tecnologia acessível para aumentar sua eficácia. É plausível que insurgentes em Cabo Delgado considerem essa evolução”, explica Malik Samuel, pesquisador de segurança regional.
O uso potencial de drones representa uma preocupação crescente, pois poderia permitir ataques mais precisos e planejados contra forças de segurança e infraestruturas estratégicas, aumentando a complexidade da resposta militar. Autoridades sugerem que medidas preventivas, como o monitoramento de fronteiras e aquisição de tecnologia antidrone, seriam essenciais para mitigar riscos caso os insurgentes decidam adotar essa tática.
Este cenário evidencia que, em um continente onde a tecnologia se torna cada vez mais acessível, mesmo grupos insurgentes em regiões periféricas podem evoluir rapidamente, tornando necessário acompanhar atentamente tendências observadas em outros países e antecipar medidas de defesa.





