Dois conflitos — na Ucrânia e no Oriente Médio — marcaram uma cúpula de 12 horas entre líderes da União Europeia, deixando claro que o bloco se encontra paralisado diante de crises que ameaçam diretamente sua estabilidade e suprimentos energéticos.
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Teste GratuitoApesar da presença de líderes de três das dez maiores economias do mundo — Alemanha, França e Itália — a UE não conseguiu aprovar ações concretas: apenas discussões e declarações, enquanto os bombardeios, ataques com mísseis e mortes continuavam.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, enfatizou a importância de manter a ordem internacional baseada em regras, alertando que a alternativa é o caos, a guerra na Ucrânia e a guerra no Oriente Médio. Mas suas palavras foram o ponto alto da intervenção do bloco.
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Anuncie aqui!Enquanto Teerã atacava vizinhos e ameaçava o fornecimento de energia, Kyiv mirava fábricas russas, e Donald Trump fazia piadas sobre Pearl Harbor, os líderes europeus debatiam o sistema de comércio de emissões (ETS) — tema relevante para a crise energética, mas distante da capacidade da UE de demonstrar força geopolítica.
Na questão iraniana, não havia vontade ou alavanca significativa para intervir. Na Ucrânia, mais de quatro anos após a invasão russa, a UE não conseguiu superar divisões internas para aprovar o envio de €90 bilhões a Kyiv, bloqueado pelo primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán.
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Anuncie aqui!Algumas discussões sobre enviar navios franceses para proteger o Estreito de Ormuz ocorreram, mas a declaração final da cúpula apenas mencionou fortalecer operações navais existentes, sem novos compromissos.
A cúpula expôs ainda a tensão interna: Orbán criticou a abordagem europeia, defendendo a compra de petróleo russo para “sobreviver”, e ganhou a simpatia de Giorgia Meloni, enquanto líderes como Merz e Kristersson criticavam duramente sua postura.
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Teste GratuitoO resultado? Poucas decisões concretas e declarações formais, deixando Europa incapaz de moldar os eventos, seja no Oriente Médio ou na Ucrânia.
A comissão liderada por Ursula von der Leyen anunciou medidas emergenciais para conter os preços de energia, como redução de impostos e investimentos no ETS, mas não abordou de forma decisiva a escassez causada pelos ataques iranianos e a perda de capacidade de GNL do Catar, que afeta 1/5 do fornecimento global.







