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Covid-19: Pademia revela fraquezas das Morgues em Moçambique

O Centro de Integridade Pública (CIP), organização não governamental moçambicana (ONG), classificou algumas morgues de Maputo como locais de risco acrescido para a propagação de covid-19 devido à falta de condições para lidar com os corpos de pessoas vítimas da doença.

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Num estudo intitulado « Morgues representam risco de infeção pelo novo coronavírus », o CIP diz que a máquina de desinfeção da morgue central do município de Maputo, que recebe corpos transferidos do Hospital Central de Maputo, o maior do país, está avariada e os funcionários chegam a trabalhar com o mesmo equipamento de proteção, incluindo máscaras e luvas, durante uma semana.

Por outro lado, muitos cadáveres não são reclamados pelos familiares, outros chegam a passar dez dias na morgue e não há câmaras frigoríficas suficientes.

Após 15 dias, a direção da morgue faz enterros em valas comuns dos cemitérios de Lhanguene e de Michafutene, refere o estudo.

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Na morgue do Hospital Geral de Mavalane, um dos maiores dos subúrbios de Maputo, os corpos são deixados ao relento a partir das 15:30 (hora de encerramento da maioria dos serviços públicos em Moçambique), devido a falta de pessoal, refere o estudo.

A casa mortuária de Mavalane conta com apenas um técnico, que além de receber e conservar os cadáveres, contacta com os familiares das vítimas de covid-19 para efeitos de tramitação dos funerais.

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O técnico da morgue « faz o manuseamento dos corpos que dão entrada naquela unidade e ao mesmo tempo atende [o público] na secretaria da morgue, onde mantém contacto com as famílias das vítimas ».

A morgue do Hospital Provincial da Matola, na província de Maputo, também não dispõe de condições de conservação e está sobrelotada.

« A equipa de pesquisa do CIP também constatou que nalgumas gavetas das câmaras frigoríficas com capacidade de conservação de um a dois corpos encontram-se arrumados mais de quatro sobrepostos », lê-se no documento, misturando-se corpos de mulheres, crianças e adultos.

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« Um outro aspeto colocado pelos técnicos desta área tem a ver com a falta de subsídio e outras formas de incentivo para lidar com a presente situação », destaca-se no texto.

Para o CIP, a situação nas morgues analisadas é de incumprimento das diretivas emanadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no tratamento de corpos de vítimas de covid-19, nomeadamente, formação específica dos recursos humanos, disponibilização de equipamento de proteção individual próprio e intensificação de limpeza e ventilação.

Nesse sentido, o CIP defende o cumprimento daquelas regras, disponibilização de equipamento de proteção individual suficiente, construção de morgues para corpos de pessoas vítimas de covid-19, aumento e capacitação de pessoal e melhoria das condições sanitárias.

Moçambique tem um total acumulado de 367 mortes e 38.654 casos, dos quais 62% considerados recuperados.

Fonte: Lusa

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