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ÁSIA E PACÍFICO: China recebeu mais da metade de toda a exportação de peixes, madeira e minerais do Pacífico em 2019

Mais da metade de todos os frutos do mar, madeira e minerais extraídos do Pacífico em 2019 foram para a China. A estimativa é de que esse processo tenha movimentado US$ 3,3 bilhões, apontou uma análise de dados comerciais do “The Guardian”.

Em 2019, o gigante asiático importou 4,8 milhões de toneladas de madeira, e a mesma quantidade de produtos minerais. Pelo menos 72 mil toneladas de frutos do mar deixaram os mares do Pacífico em direção à China.

Atrás da China está o Japão, que importou 4,1 milhões de toneladas de minerais – em especial petróleo –, 370 mil toneladas de madeira e 24 mil toneladas de pescados. A Austrália, por sua vez, adquiriu 600 mil toneladas de minerais, 5 mil toneladas de madeira e 200 toneladas de frutos do mar.

China recebeu mais da metade de toda a exportação de peixes, madeira e minerais do Pacífico em 2019
Navios pesqueiros da China em Lantau, Hong Kong, novembro de 2006 (Foto: Divulgação/Brian Yap)

A extração chinesa em massa vem na esteira da tentativa de Beijing aprofundar as conexões com governos regionais. Isso em meio a um impulso de soft power através da distribuição de vacinas contra Covid-19 e da disputa de influência com os EUA e a Austrália.

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Para alimentar e gerenciar a população de quase 1,4 bilhão de habitantes, a China tirou mais recursos do que os dez países do Pacífico junto. Nas Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné, por exemplo, mais de 90% do total de madeira exportada foi para os chineses.

A contrapartida é verdadeira: empresas chineses investiram mais de U$ 2 bilhões na mineração do Pacífico nas últimas duas décadas, apontou o watchdog American Enterprise Institute.

Extração ilegal

Os dados não levam em consideração as exportações ilícitas. Nas Ilhas Salomão, por exemplo, pelo menos 70% das toras são exportadas de madeira ilegal. A falta de leis na China contra esse tipo de importação absorvem o envio devido à alta demanda e proximidade com a região.

Hoje, Beijing não tem nenhuma lei que proíba de forma explícita a importação de madeira produzida ilegalmente, disse Lela Stanley, consultora de políticas da ONG Global Witness.

Ainda que a nova lei florestal chinesa, em vigor desde julho de 2020, promova o comércio sustentável de madeira, ainda existem preocupações sobre as práticas empresariais. “Mesmo que as leis e regras mudem, levará tempo e será necessária uma aplicação eficaz antes que as empresas mudem de comportamento“, pontuou Stanley.

Donos dos mares

A extração de frutos do mar é o que mais preocupa. Em 2019, a ilha de Kiribati teve até 75% da receita anual ligada ao recebimento de taxas e impostos de acesso à pesca enviados pela China. Ainda assim, o país só exportou mil toneladas de frutos do mar para o gigante asiático.

Enquanto isso, autoridades do país flagraram navios chineses pescando centenas de milhares de toneladas de peixes nas águas do país. O mesmo ocorre agora nas Filipinas, onde a parada de centenas de navios pesqueiros chineses despertou uma crise diplomática, em março.

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Uma pesquisa mostrou que as embarcações com bandeiras chinesas operaram em diversas regiões offshore em 2016. Um exemplo é a exploração de pepinos-do-mar nos mares do Sri Lanka, Índia e Papua Nova Guiné – exploração que já levou essa espécie à quase extinção.

“A China é um país pesqueiro responsável”, rejeitou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying. “Temos tolerância zero para violações de leis e regulamentos relevantes cometidos por navios de pesca distantes”.

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