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Manhique apela à rápida reposição dos Serviços de Oncologia no Hospital Central de Maputo

O presidente do Município de Maputo pediu ao Ministério da Saúde um esforço conjunto para restaurar integralmente o atendimento oncológico no principal hospital do país.

O presidente do Município de Maputo, Rasaque Manhique, voltou a sublinhar a necessidade de repor o serviço de Oncologia no Hospital Central de Maputo (HCM), apontando para o impacto direto que a interrupção gera sobre pacientes oncológicos e as suas famílias. Segundo Manhique, a restauração dos serviços não é apenas uma questão de infra-estrutura, mas de garantia de continuidade terapêutica e de acesso equitativo a tratamentos especializados para cidadãos de todas as províncias.

O apelo decorre de preocupações partilhadas por profissionais de saúde e actores comunitários sobre atrasos e deslocações forçadas que os doentes com cancro enfrentam quando serviços locais não estão disponíveis. Manhique frisou a necessidade de coordenação entre autarquias e o Ministério da Saúde para assegurar que intervenções de carácter técnico e logístico permitam retomar consultas, quimioterapia e acompanhamento multidisciplinar com a maior brevidade possível.

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A dimensão humana do problema ficou evidente nas conversas com familiares de doentes que relatam perda de tempo e custos acrescidos com viagens, estadia e interrupções no tratamento. A reposição dos serviços no HCM, hospital de referência nacional, reduz não só encargos financeiros como também a pressão sobre unidades de saúde periféricas que não dispõem de meios para tratamentos oncológicos complexos.

Especialistas de saúde consultados em diferentes ocasiões têm insistido na importância de manter cadeias de medicamentos oncológicos, equipamento de suporte e recursos humanos especializados, incluindo oncologistas, enfermeiros oncológicos e técnicos de radiologia. A reorganização funcional do HCM tem de contemplar estes elementos para que a resposta seja sustentável e segura para os pacientes.

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A gestão municipal colocou a questão como prioridade nas iniciativas que visam melhorar a oferta de saúde na cidade, argumentando que a cooperação com o Ministério e parceiros privados é essencial para desbloquear recursos e acelerar intervenções. O Município de Maputo defende instrumentos de planeamento que minimizem riscos de novas interrupções, incluindo manutenção preventiva e planos de contingência para o fornecimento de tratamentos essenciais.

Há também um apelo por maior transparência quanto aos prazos e fases de intervenção no HCM, para que doentes e famílias possam planear tratamentos alternativos quando necessário. Informação clara sobre disponibilidade de consultas, sessões de quimioterapia e exames complementares ajuda a reduzir ansiedade e a evitar perda de janelas terapêuticas importantes para o controlo da doença.

A mobilização em torno do tema trouxe à tona debates sobre financiamento da saúde pública e prioridades em contexto de recursos limitados. Activistas e associações de doentes defendem que o investimento na oncologia deve ser encarado como uma prioridade de saúde pública, dado o crescimento dos casos e a necessidade de resposta integrada em prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

Orientações clínicas internacionais e práticas locais sugerem que o tratamento oncológico exige continuidade e coordenação entre níveis de atenção. Qualquer interrupção prolongada pode comprometer resultados terapêuticos, razão pela qual a retomada completa dos serviços no HCM tem carácter de urgência para muitos profissionais do sector.

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Entre medidas apontadas por atores sanitários estão a reconversão de espaços, a aquisição e manutenção de equipamentos essenciais e a formação contínua de profissionais. O reforço dos circuitos de referência e contrarreferência entre centros provinciais e o HCM também é apresentado como estratégia para agilizar cuidados e evitar sobrecargas desnecessárias em determinados pontos da rede.

A natureza técnica das intervenções requer, ainda, a inscrição de projectos em programas de financiamento e suporte técnico, quer por via do Ministério da Saúde, quer através de parcerias internacionais que apoiem a renovação de infra-estruturas e a reposição de capacidades clínicas. A coordenação administrativa é, por isso, um elemento central nas negociações em curso.

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Do ponto de vista dos pacientes, a restauração dos serviços no HCM representa a devolução de um ponto de referência nacional no tratamento do cancro. Para muitas famílias, o hospital concentra competências diagnósticas e terapêuticas que não existem noutros centros, pelo que a sua operação plena é vital para a resposta do país a esta doença.

Enquanto se aguardam decisões concretas sobre prazos e recursos, a comunidade médica e a sociedade civil mantêm pressão por soluções que não sacrifiquem a continuidade assistencial. A expectativa é que o diálogo entre o Município, o Ministério da Saúde e potenciais parceiros conduza a um plano de acção claro, com metas e mecanismos de monitoria que assegurem o regresso efectivo dos serviços oncológicos no HCM.

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A recuperação dos serviços envolve também a garantia de medicamentos oncológicos e de suporte, muitos dos quais exigem cadeias de frio, logística especializada e protocolos de segurança. Estas exigências logísticas são parte da explicação para a complexidade do processo de reposição e justificam apelos por um esforço coordenado que inclua logística, treino e financiamento.

Para além da reparação física ou técnica, há uma dimensão social que não deve ser subestimada: os programas de apoio psicossocial, mobilidade e alojamento para pacientes de províncias distantes, medidas que aumentam a eficiência do tratamento e aliviam a carga sobre famílias já fragilizadas pela doença.

O apelo de Rasaque Manhique surge num momento em que as autoridades sanitárias são desafiadas a equilibrar prioridades e a assegurar respostas que tenham impacto real na vida dos pacientes. A reposição dos Serviços de Oncologia no HCM será, se concretizada com qualidade, um sinal de capacidade de resposta do sistema de saúde e de compromisso com cuidados continuados para doenças crónicas e graves.

A sociedade civil, profissionais e utentes acompanham com atenção os próximos passos e esperam que o diálogo em curso se traduza rapidamente em acções visíveis, minimizando o sofrimento e restaurando o HCM como centro de referência para a oncologia em Moçambique.

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