O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, enviou ao parlamento a proposta de lei para a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique, solicitando o seu agendamento “com caráter de urgência”. A iniciativa marca um passo decisivo na estratégia económica do executivo, que pretende dotar o país de um instrumento financeiro capaz de apoiar projetos de grande impacto e acelerar o desenvolvimento nacional.
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Anuncie aqui!Segundo a Presidência, a nova instituição terá como missão estruturar, financiar e impulsionar projetos estratégicos, posicionando-se como um dos pilares da transformação económica. O objetivo é reforçar a capacidade do Estado em intervir de forma direcionada na economia, promovendo investimentos em setores-chave e criando condições para um crescimento mais robusto e sustentável ao longo dos próximos anos.
A proposta enquadra-se nos compromissos assumidos por Daniel Chapo durante a sua investidura, refletindo uma visão de longo prazo para o país. O banco deverá atuar no financiamento de iniciativas com impacto direto no desenvolvimento, privilegiando projetos que contribuam para a diversificação da economia, criação de emprego e redução de desigualdades.
Com a criação do Banco de Desenvolvimento, o Governo reafirma o seu compromisso com a implementação de instrumentos financeiros capazes de gerar crescimento económico sustentável. A ambição é garantir que os investimentos realizados se traduzam em benefícios concretos para a população, promovendo uma economia mais resiliente e menos dependente de setores tradicionais.
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Anuncie aqui!A ministra das Finanças, Carla Loveira, indicou que o executivo trabalha com um horizonte de cerca de dois anos para tornar a instituição plenamente operacional. Segundo a governante, o calendário aponta para 2027 como o momento em que o banco deverá estar em funcionamento, permitindo iniciar o financiamento de projetos estruturantes.
O processo conta com apoio internacional, nomeadamente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já manifestou disponibilidade para prestar assistência técnica e institucional. Esta cooperação é vista como fundamental para garantir que o banco moçambicano adote boas práticas e modelos eficazes de financiamento ao desenvolvimento.
Para viabilizar o projeto, o Governo criou em fevereiro uma comissão encarregue da operacionalização do banco, cuja criação foi inicialmente anunciada em 2025. Está prevista uma capitalização inicial de 500 milhões de dólares, financiada pelo Estado, com o objetivo de assegurar a sustentabilidade e capacidade de intervenção da nova instituição desde a sua fase inicial.
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Anuncie aqui!A criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique surge assim como uma aposta estratégica para reforçar o papel do Estado na economia, canalizando recursos para setores prioritários e criando uma base sólida para o crescimento futuro. O sucesso desta iniciativa poderá ser determinante para acelerar a transformação económica do país e melhorar as condições de vida da população.





