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Internacional/Europa: A União Europeia reage cautelosamente aos ataques dos EUA e Israel

Enquanto os ataques aéreos U.S.-Israelitas e os contra-ataques iranianos continuam, a UE enfrenta divergências internas sobre como responder e proteger cidadãos e interesses no Médio Oriente

O assassinato do líder supremo do Irão, Aiatolá Ali Khamenei, durante ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos e Israel, desencadeou uma onda de tensão em todo o Médio Oriente e colocou a União Europeia numa posição delicada. Ao longo do fim de semana, os países europeus reagiram com cautela, condenando em parte os ataques de retaliação de Teerão e refletindo sobre as implicações de um possível novo regime iraniano. Apenas o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou abertamente a ação militar norte-americano-israelita, alertando para os riscos de uma ordem internacional mais incerta e hostil.

Entre os líderes europeus, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sublinhou que “uma transição credível no Irão é urgentemente necessária”, enquanto a diplomata-chefe da UE, Kaja Kallas, afirmou que se abriu um caminho para um Irão diferente. Apesar da urgência, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE encontraram dificuldades em alinhar uma posição comum, refletindo divergências profundas entre Estados-membros sobre a melhor abordagem diplomática e militar.

Em Áustria, o chanceler Christian Stocker condenou os ataques iranianos e afirmou que o povo iraniano merece “uma vida em paz, segurança e prosperidade”. Beate Meinl-Reisinger, ministra dos Negócios Estrangeiros austríaca, considerou a morte de Khamenei como uma oportunidade para uma nova era no Irão. Na Bélgica, o ministro Maxime Prévot condenou fortemente os ataques iranianos e instou os cidadãos belgas na região a buscar segurança imediata. A Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia e Suécia emitiram declarações variadas, alternando entre condenação dos ataques iranianos, preocupação com a escalada militar e ênfase na proteção de cidadãos europeus.

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A UE organizou reuniões de emergência em Bruxelas e Chipre para discutir medidas de segurança interna, rotas comerciais e fornecimento de energia, enquanto ministros europeus planeiam encontros com homólogos do Golfo para avaliar impactos regionais e coordenar respostas diplomáticas. Von der Leyen presidiu uma sessão focada em segurança para tentar alinhar as ações europeias num momento em que a crise se intensifica rapidamente.

O bloco enfrenta um dilema estratégico: a necessidade de garantir a proteção de cidadãos e aliados na região, ao mesmo tempo que mantém apoio incondicional à Ucrânia e pressão sobre a Rússia, sem perder legitimidade na mediação internacional. Baiba Braže, ministra dos Negócios Estrangeiros da Letónia, destacou que “esta é uma viragem para o Médio Oriente, a Europa e os EUA”.

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Enquanto isso, Macron, Merz e Starmer, líderes de França, Alemanha e Reino Unido, anunciaram que poderiam colaborar com os EUA e aliados regionais para neutralizar a capacidade do Irão de disparar mísseis e drones, enfatizando que qualquer ação seria defensiva e proporcional. A declaração conjunta final da UE exigiu respeito pelo direito internacional, cessar o programa de mísseis iraniano e garantir as liberdades fundamentais do povo iraniano.

O conflito já provocou ataques em bases norte-americanas em Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, resultando na morte de três soldados americanos. Em Dubai, um hotel de luxo foi atingido, e no Bahrein, um míssil atingiu uma base da Marinha dos EUA, gerando colunas de fumo negro. Com o risco de ataque a Chipre elevado, a UE considera medidas urgentes para proteger cidadãos e controlar o impacto sobre o tráfego aéreo e marítimo, particularmente no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.

A crise expôs divisões internas na UE, com a Hungria questionando a declaração conjunta, usando as negociações para levantar assuntos não relacionados, como o bloqueio do oleoduto Druzhba e questões sobre financiamento da Ucrânia. A situação sublinha a dificuldade da UE em falar com uma voz unificada perante crises globais cada vez mais complexas.

O episódio do fim de semana marca uma fase crítica para o Médio Oriente e para a política externa europeia. Enquanto os Estados Unidos e Israel continuam a campanha militar, a União Europeia enfrenta o desafio de mitigar riscos, proteger cidadãos e preservar sua credibilidade internacional, sem perder de vista a segurança regional e o respeito aos direitos humanos do povo iraniano.

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