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Moçambique/Sociedade: Ciclone tropical intenso Gezani ameaça Madagáscar e coloca Moçambique em alerta máximo

Com ventos superiores a 166 km/h e rajadas até 250 km/h, o sistema avança para terra firme, com risco elevado de inundações, deslizamentos e impacto massivo nas zonas costeiras.

Madagáscar prende a respiração diante da aproximação de um ciclone tropical que se intensificou rapidamente nas últimas horas. Gezani, agora classificado como ciclone tropical, poderá atingir o território malgaxe com força destrutiva já na tarde de terça-feira ou durante a noite de terça para quarta. Segundo as previsões meteorológicas, o fenómeno poderá tocar terra com ventos sustentados superiores a 166 km/h e rajadas que podem alcançar os 250 km/h, capazes de provocar danos extensos em infra-estruturas e zonas habitadas. O distrito de Toamasina II permanece como o ponto de impacto mais temido.

De acordo com o último boletim da Direção Geral de Meteorologia, às 3h da manhã o centro do sistema localizava-se a cerca de 290 quilómetros a leste de Toamasina. Os ventos médios atingiam 150 km/h, com rajadas próximas dos 210 km/h, enquanto o ciclone avançava para oeste a 17 km/h, confirmando a iminência do impacto.

As projeções indicam que o sistema deverá atravessar cinco a seis regiões de leste a oeste, alcançando as Terras Altas centrais ainda com intensidade de forte tempestade tropical. Mesmo após essa travessia, prevê-se que Gezani mantenha atividade significativa ao aproximar-se da fronteira entre Menabe e Melaky, onde poderá persistir como tempestade tropical moderada.

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Para além da violência dos ventos, o fenómeno deverá ser acompanhado por precipitações entre 100 e 150 milímetros em 24 horas, elevando o risco de cheias rápidas, inundações extensas e deslizamentos de terra ao longo da sua trajetória. Diante desta ameaça, várias regiões — entre elas Analanjirofo, Atsinanana, Analamanga e Vakinankaratra — foram colocadas sob alerta amarelo, enquanto Melaky e Menabe permanecem em alerta verde.

O mar já se tornou uma zona de perigo. As autoridades desaconselham qualquer saída entre Vohemar e Mahanoro, estendendo a recomendação aos pescadores entre Besalampy e Morombe a partir de quarta-feira. A população foi instada a cumprir rigorosamente as instruções de segurança.

A evolução do sistema preocupa também Moçambique. O Instituto Nacional de Meteorologia acompanha atentamente o fenómeno, formado a sudoeste de Madagáscar e em processo de intensificação. Segundo o meteorologista Acácio Tembe, as projeções indicam que, ao entrar no Canal de Moçambique, o sistema poderá reorganizar-se e aproximar-se da costa moçambicana já como ciclone tropical.

As províncias de Sofala, Inhambane, Gaza e Maputo estão na possível rota do fenómeno. O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, alertou para um impacto potencialmente significativo sobre cerca de um milhão de famílias residentes em zonas costeiras, com risco adicional para escolas, hospitais e infra-estruturas essenciais.

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O novo alerta surge num contexto particularmente sensível. Moçambique ainda enfrenta as consequências de intempéries recentes que provocaram cheias, deslocação de populações e destruição de infra-estruturas, agravando a vulnerabilidade de comunidades já expostas à época chuvosa, que se estende até março.

Entre previsão científica e memória de desastres anteriores, a região prepara-se para dias decisivos. O avanço de Gezani transforma o oceano num vetor de incerteza e coloca dois países sob a mesma ameaça atmosférica.

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