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Moçambique/Sociedade: Ajuda Internacional Chega a Moçambique… Mas o Sul Continua Desamparado Apesar da Mobilização Massiva da População

Centenas de milhares afetados pelas cheias recebem suprimentos, enquanto comunidades locais protagonizam esforços heroicos de resgate e solidariedade.

De acordo com a base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), as cheias que assolam várias regiões de Moçambique já afectaram 691.527 pessoas, equivalentes a 151.963 famílias, com 12 mortos, 3.447 casas parcialmente destruídas, 771 totalmente destruídas e 154.797 inundadas.

Apesar da chegada de ajuda internacional, várias iniciativas têm florescido de todos os lados, com a população local, empresas, associações e organizações não-governamentais a mobilizarem recursos e a protagonizarem resgates. Este esforço conjunto demonstra a resiliência e solidariedade da sociedade moçambicana, especialmente nas províncias de Maputo e Gaza, mais afectadas pelas cheias.

Desde o início da época das chuvas, em Outubro, 124 pessoas já perderam a vida, 148 ficaram feridas e 812.194 foram afectadas, segundo dados do INGD. Até 16 de Janeiro, o governo havia registado 103 óbitos e 173 mil pessoas afectadas, decretando alerta vermelho nacional.

Actualmente, 105 centros de acomodação acolhem 103.535 pessoas, incluindo 19.556 resgatadas. Além disso, foram afectadas 229 unidades sanitárias, 366 escolas, quatro pontes e 1.336 km de estradas. 287.013 hectares de área agrícola foram atingidos, afectando 215.949 agricultores, e 325.578 cabeças de gado morreram devido às cheias.

As operações de resgate contam com meios aéreos, embarcações privadas e a Marinha de Guerra, mas muitos resgates dependem da mobilização cidadã, com comunidades locais, empresas e ONGs a contribuírem directamente para salvar vidas.

A União Europeia, Estados Unidos, Portugal, Noruega, Japão e países vizinhos enviaram ajuda humanitária, incluindo 88 toneladas de suprimentos da UE, avaliadas em 552 mil dólares, que serão distribuídas pelo Unicef. Os materiais incluem saúde, água, saneamento, nutrição, educação, protecção infantil e tendas para espaços seguros.

Segundo o embaixador da UE em Moçambique, Antonino Maggiore, esta é apenas a primeira etapa da ajuda, que deverá beneficiar 30 a 50 mil pessoas, muitas delas crianças em situação de vulnerabilidade extrema.

A ministra dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Maria Manuela Lucas, destacou: « Estamos diante de cheias de magnitude inédita, e a situação continua muito difícil. É impressionante ver iniciativas florescendo de todos os lados, com a sociedade mobilizada, apesar da devastação. »

O Japão, através da JICA, também enviou equipamentos de socorro, incluindo tendas, cobertores, tanques plásticos e purificadores de água, para apoiar famílias afectadas.

Com mais de 150 mil casas inundadas, quase 230 unidades sanitárias e mais de 360 escolas afectadas, a combinação entre solidariedade local, mobilização de diversos sectores e ajuda internacional continua sendo crucial para enfrentar esta catástrofe.

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