Nove países do Oriente Médio e Ásia anunciaram planos de integrar o chamado “Conselho de Paz” liderado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Faixa de Gaza, sublinhando a necessidade de garantir um cessar-fogo permanente na região devastada pelos bombardeamentos.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Egipto, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita e Qatar confirmaram a adesão ao conselho num comunicado conjunto, divulgado na quarta-feira.
“O Conselho tem como missão consolidar um cessar-fogo permanente, apoiar a reconstrução de Gaza e promover uma paz justa e duradoura, baseada no direito do povo palestiniano à autodeterminação e à soberania, em conformidade com o direito internacional, abrindo caminho para a segurança e estabilidade de todos os países e povos da região”, lê-se no documento.
Mais tarde, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait confirmou também a sua adesão ao mecanismo.
O Conselho de Paz, parte do plano de 20 pontos de Trump para pôr fim ao conflito entre Israel e Gaza, inclui assessores séniores de Trump, como Steve Witkoff e Jared Kushner, bem como o ex-Primeiro-Ministro britânico Tony Blair. O órgão supervisionará um comité técnico palestiniano, responsável por gerir as operações diárias na Faixa de Gaza.
No entanto, muitos residentes de Gaza, ainda sujeitos a ataques militares israelitas e restrições de ajuda humanitária, questionam como o mecanismo liderado pelos EUA funcionará na prática.
Observadores expressaram preocupação com a inclusão de apoiantes ferrenhos de Israel no conselho, incluindo o Primeiro-Ministro israelita Benjamin Netanyahu, que enfrenta um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional por alegados crimes de guerra em Gaza.
Um residente de Gaza, Abu Ramzi al-Sandawi, rejeitou a participação de Netanyahu, qualificando-o como “o líder da guerra em Gaza” e responsabilizando-o pela destruição do território:
“Ele destruiu o nosso mundo inteiro. É sabido que Netanyahu é a causa desta guerra.”
Desde a implementação de um cessar-fogo mediado pelos EUA em Outubro, pelo menos 466 palestinianos foram mortos nos ataques israelitas, segundo o Ministério da Saúde Palestiniano.
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