Segurança, fronteiras e prosperidade continuam a ser temas centrais para Donald Trump. Há quase dez anos na política americana, o tom e as ações do presidente se tornaram mais intensos e agressivos.
Decretos presidenciais
Donald Trump assinou 26 decretos presidenciais apenas no dia 20 de janeiro de 2025, seu primeiro dia de volta à Casa Branca.
No primeiro mandato (2017-2021), Trump assinou 220 decretos presidenciais, incluindo 55 no primeiro ano. Entre os mais controversos estava a restrição de entrada de refugiados e cidadãos de oito países, medida apelidada de “antimusulmana”, posteriormente revogada por Joe Biden. No plano ambiental, Trump retirou os EUA do Acordo de Paris e encerrou políticas verdes iniciadas por Barack Obama. Tentou também revogar o Obamacare, mas sem sucesso.
No segundo mandato (2025-), Trump assinou 227 decretos no primeiro ano, mais do que nos quatro anos anteriores. Entre os temas estão imigração, tarifas, energia, diversidade e inclusão, além da revogação de decretos do governo anterior. Mais de 250 processos foram movidos contra o governo em 2025. Edward Alden, da Western Washington University, afirma que Trump “não trabalha com o Congresso, faz tudo por decreto”. O presidente também proclamou estado de emergência nacional, justificando tarifas sobre o Canadá e políticas contra migrantes, e encerrou programas de energia limpa iniciados sob Biden.
Imigração e fronteiras
Durante o primeiro mandato, a promessa de Trump de construir um muro de 3.111 km na fronteira com o México resultou em apenas 727 km de barreiras concluídas, com 129 km novos. Entre 2017 e 2021, a política de tolerância zero levou à separação de pelo menos 3.900 crianças de suas famílias.
No segundo mandato, o presidente prometeu “expulsões massivas” de migrantes sem documentos, estimados em 11 milhões. O recrutamento de agentes do ICE aumentou, enquanto cidades e estados “santuário” foram denunciados e ameaçados de perda de fundos federais. A Suprema Corte analisará a constitucionalidade de um decreto de 2025 que impede a cidadania automática para filhos de imigrantes não-cidadãos nascidos nos EUA.
Relações internacionais
No primeiro mandato, Trump impôs tarifas sobre aço e alumínio, renegociou o ALENA, transformando-o em ACEUM, e visitou países do Oriente Médio e Europa. Tornou-se o primeiro presidente americano a visitar a Coreia do Norte, reunindo-se com Kim Jong-un. Também encontrou Vladimir Putin duas vezes e mediou a paz entre Israel e países árabes.
No segundo mandato, suas tarifas impactaram parceiros tradicionais, como Canadá e México. A tentativa de adquirir o Groenlândia e o papel mais assertivo no hemisfério ocidental mostraram uma abordagem mais imperialista. Trump propôs planos de paz para Gaza e mediou conflitos em países africanos e asiáticos. Mesmo após encontros com Putin e Zelensky, a paz na Ucrânia não avançou.
Elementos marcantes
O segundo mandato é marcado por licenciamentos em massa, afastamento das normas e confronto com aliados. Trump governa por decretos e estados de emergência e mobilizou a Guarda Nacional em cidades democratas sem autorização dos governadores. Especialistas apontam que apoiadores de sua tentativa de reverter eleições tornaram-se mais radicais, comprometidos com reestruturar o governo e a ordem internacional.
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