O Presidente da República, Daniel Chapo, decidiu cancelar a sua participação na 56.ª Reunião Anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça, para permanecer em Moçambique e acompanhar de forma direta a situação das populações afetadas pelas cheias que assolam várias regiões do país.
Segundo um comunicado da Presidência da República, citado pela Lusa, o Chefe do Estado entendeu que, face à evolução das inundações, era prioritário reforçar a liderança política, a coordenação institucional e a resposta integrada do Estado às necessidades imediatas das famílias afetadas, em vez de se deslocar a um fórum internacional.
O Fórum Económico Mundial (World Economic Forum) é um encontro global anual que reúne chefes de Estado, líderes empresariais, instituições financeiras internacionais, ONGs e especialistas. O objetivo é discutir desafios económicos, sociais e ambientais globais, incluindo:
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Crescimento económico e investimentos internacionais
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Cooperação multilateral e parcerias público-privadas
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Desenvolvimento sustentável e financiamento climático
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Inovação tecnológica e transformação digital
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Gestão de crises humanitárias e económicas
Participar em Davos permite a um país mobilizar recursos internacionais, negociar investimentos estratégicos e influenciar debates globais sobre resiliência climática e desenvolvimento sustentável. Por outro lado, cancelar a presença pode reduzir a visibilidade internacional, mas demonstra prioridade ao cuidado direto com a população e à liderança nacional em tempos de crise.
O comunicado reforça que o Governo mantém como prioridade absoluta a proteção da vida humana, a assistência às famílias vulneráveis, a salvaguarda de infraestruturas essenciais e a preparação das ações de recuperação e reconstrução das áreas atingidas pelas cheias.
Para garantir a participação de Moçambique nos debates internacionais, altas individualidades do Estado foram destacadas para representar o país no Fórum Económico Mundial, abordando temas como financiamento climático, resiliência às mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e cooperação internacional.
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Teste GratuitoNo domingo, 18 de janeiro, prosseguiram as ações de resgate de centenas de famílias ainda sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, tetos de viaturas ou copas de árvores, especialmente nas províncias de Maputo e Gaza, devido às chuvas quase contínuas e ao aumento das descargas das barragens, incluindo as localizadas em países vizinhos.
O acompanhamento direto do Presidente visa assegurar que todas as medidas de emergência sejam implementadas rapidamente, reforçando a coordenação e eficiência das operações de socorro.
Apelo à Solidariedade e à Ajuda Humanitária
As fortes chuvas e inundações que assolam Moçambique em 2026 afectaram milhares de pessoas, provocando perdas de vidas, destruição de casas, estradas e terrenos agrícolas, e forçando muitas comunidades a deslocarem-se devido à subida das águas.
Perante a magnitude desta emergência, toda a ajuda disponível é necessária. O apoio de organizações humanitárias, instituições públicas e da sociedade civil é fundamental para garantir alimentos, água potável, abrigo e cuidados de saúde às famílias afectadas.
👉 📞 Para ajudar com doações ou informações: 842 525 229 (AM LOVE)






