O principal foco de preocupação em Moçambique continua a ser a Estrada Nacional Número Um (EN1), a principal artéria rodoviária do país, que permanece cortada na região centro, deixando o Sul, o Centro e o Norte sem ligação terrestre direta.
No distrito de Machanga, na província de Sofala, a situação mantém-se crítica. As águas do rio Muare transbordaram, inundando a EN1 numa extensão significativa e tornando a circulação totalmente impossível. Desde a madrugada de domingo, 11 de janeiro, o tráfego encontra-se completamente interrompido, sem previsão imediata de reposição.

Ao longo do troço afetado, o cenário é de longas filas de viaturas imobilizadas, com passageiros e motoristas exaustos, muitos dos quais permanecem no local há várias horas, sem informações concretas sobre quando poderão retomar viagem.
O administrador de Machanga, acompanhado pela sua equipa técnica e pelo Comité Operativo de Emergência (COE), encontra-se no terreno a acompanhar a evolução da situação, a monitorar a subida das águas e a avaliar os danos causados. A zona mais crítica localiza-se a cerca de 30 quilómetros do rio Save, cuja força continua a representar uma ameaça à segurança rodoviária.
Entre o rio Save e Muxúnguè, a estrada encontra-se totalmente submersa, com a água a atravessar o asfalto de um lado ao outro, em correnteza intensa. Apesar dos apelos das autoridades, foram registadas tentativas isoladas de travessia por parte de alguns camiões, colocando em risco a vida dos ocupantes e a integridade das viaturas.

Perante este cenário, as autoridades reforçam o apelo para que ninguém tente atravessar as zonas inundadas, sublinhando que a circulação continua extremamente perigosa enquanto o nível das águas não baixar de forma significativa.
O corte da EN1 não afeta apenas quem viaja. O bloqueio entre Save e Muxúnguè representa uma ameaça direta ao abastecimento de produtos essenciais, uma vez que camiões carregados de alimentos e combustíveis permanecem retidos, podendo provocar escassez e aumento de preços em várias províncias do país.
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Anuncie aqui: clique já!Enquanto a região Centro enfrenta o transbordo dos rios Muare e Save, o Sul de Moçambique também regista impactos severos das cheias. No distrito de Boane, na província de Maputo, a ponte de Mulotana encontra-se totalmente submersa, impedindo a circulação da população local, isolando comunidades e dificultando o acesso ao trabalho e às escolas.
No mesmo distrito, a ponte de Mazambanine está praticamente ao nível da água, apresentando elevado risco de submersão total caso as chuvas persistam nos próximos dias.
Até terça-feira, 13 de janeiro de 2026, as autoridades mantêm o alerta para chuvas fortes e trovoadas em várias províncias, o que poderá agravar ainda mais a situação das estradas, das infra-estruturas e das comunidades mais vulneráveis.






