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Moçambique/Sociedade: Cheias em Moçambique, mais de 717 mil afetados e Presidente Chapo exige resposta urgente

Com mais de 120 mortos, milhares de desalojados e infraestruturas críticas destruídas, o Chefe de Estado exige respostas coordenadas e soluções logísticas urgentes para as províncias mais atingidas

O número de pessoas afetadas pela atual época das chuvas em Moçambique ultrapassou 717 mil, segundo dados atualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). O balanço oficial aponta para 122 mortos, milhares de famílias deslocadas e danos extensos em infraestruturas essenciais, num cenário que as autoridades admitem já ser comparável às cheias históricas de 2000.

De acordo com a base de dados do INGD, com registos entre 1 de outubro de 2025 e 22 de janeiro de 2026, foram afetadas 717.120 pessoas, correspondentes a 152.914 famílias. Em poucas horas, o número aumentou em cerca de 40 mil novos afetados, evidenciando a rápida deterioração da situação provocada por vários dias consecutivos de chuvas intensas e inundações generalizadas.

Os dados oficiais indicam ainda 11.433 casas parcialmente destruídas e 4.987 habitações totalmente destruídas, agravando a vulnerabilidade social em várias regiões do país.

Até à semana passada, o Governo contabilizava 103 óbitos e cerca de 173 mil pessoas afetadas desde o início da época chuvosa. Face ao agravamento do quadro, foi decretado o alerta vermelho nacional. Desde 21 de dezembro, período que antecede a atual fase de chuvas intensas, foram registadas 21 novas mortes, segundo o INGD.

Dos 93 centros de acomodação abertos desde outubro, 82 continuam em funcionamento, acolhendo 87.322 pessoas, incluindo 17.524 resgatadas em operações de emergência.

As cheias provocaram danos significativos em serviços essenciais. Até ao momento, foram afetadas 57 unidades sanitárias, 44 casas de culto e 318 escolas. Registam-se ainda prejuízos em sete pontes, 27 aquedutos, 2.957 quilómetros de estradas e a queda de 193 postes de eletricidade.

No setor agrícola, 166.308 hectares foram atingidos, dos quais 74.769 hectares considerados perdidos, afetando 115.092 agricultores. A pecuária também sofreu perdas expressivas, com a morte de 64.743 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

As operações de resgate continuam, sobretudo nas províncias de Maputo e Gaza, onde centenas de famílias permanecem cercadas pelas águas, algumas refugiadas nos telhados das suas casas. As ações contam com mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo apoio da África do Sul, embora estejam condicionadas pelas condições meteorológicas adversas.

As chuvas intensas e quase ininterruptas obrigaram igualmente à descarga de barragens, tanto em Moçambique como em países vizinhos, por falta de capacidade de retenção. Em consequência, as estradas Nacional 1 (N1) e Nacional 2 (N2) permanecem intransitáveis em vários troços.

Perante a gravidade da situação, o Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta quinta-feira a implementação de mecanismos urgentes para garantir o fornecimento e a distribuição de bens essenciais, com vista a conter a subida dos preços, sobretudo na província de Gaza, uma das mais afetadas.

“A procura é maior e há aumentos evidentes nos preços, sobretudo de produtos de primeira necessidade, em Gaza, principalmente em Xai-Xai e Chibuto, onde se concentram populações deslocadas”, afirmou o Chefe de Estado, durante a reunião de instalação da sala de operações de emergência, em Maputo.

Daniel Chapo apelou a uma coordenação estreita entre a sala de operações, o Ministério da Economia e a Secretaria de Estado da Indústria e Comércio, defendendo o reforço do abastecimento a partir das províncias de Manica, Sofala e Tete, consideradas estratégicas do ponto de vista logístico.

Segundo um comunicado da Presidência da República, foi apresentada a proposta de utilização da via marítima para o transporte de alimentos do porto de Maputo para a província de Gaza, aproveitando infraestruturas instaladas no contexto da exploração de areias pesadas.

“Esta solução permitirá o transporte de produtos alimentares até ao porto de Chongoene, de onde seguirão para um armazém regional em fase de montagem”, indica o documento.

A sala de operações de emergência, que deverá funcionar a partir da Presidência da República, terá como objetivo assegurar o acompanhamento permanente da situação de calamidade provocada pelas chuvas intensas, inundações e cheias que afetam as regiões sul e centro do país.

Desde o início da época chuvosa, em outubro, mais de 124 pessoas morreram e mais de 723 mil foram afetadas em todo o território nacional, segundo os dados mais recentes do INGD.

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Apelo à Solidariedade e à Ajuda Humanitária 

As fortes chuvas e inundações que assolam Moçambique em 2026 afectaram milhares de pessoas, provocando perdas de vidas, destruição de casas, estradas e terrenos agrícolas, e forçando muitas comunidades a deslocarem-se devido à subida das águas.

Perante a magnitude desta emergência, toda a ajuda disponível é necessária. O apoio de organizações humanitárias, instituições públicas e da sociedade civil é fundamental para garantir alimentos, água potável, abrigo e cuidados de saúde às famílias afectadas.

👉 📞 Para ajudar com doações ou informações: 842 525 229 (AM LOVE)

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