O presidente americano Donald Trump anunciou a criação de um “Conselho de Paz”, presidido por ele próprio, em clara concorrência com a ONU, visando intervir em conflitos globais, com especial atenção para o Médio Oriente e, em particular, Gaza.
De acordo com a carta obtida pela AFP, os Estados que desejarem assentos permanentes deverão contribuir com mais de um mil milhões de dólares, um mecanismo que concentra poder e influência nas mãos de Washington e na liderança direta de Trump.
O Conselho de Paz pretende promover estabilidade, restaurar governança legítima e garantir paz duradoura, enquanto critica de forma explícita “instituições que falharam repetidamente”, numa referência direta à ONU, defendendo a criação de uma plataforma mais ágil e eficaz para lidar com crises regionais.
Trump terá poderes extensivos: convidar ou excluir Estados membros, definir a agenda e até escolher sucessores, criando uma estrutura de decisão altamente centralizada, que reforça a sua influência em negociações de paz e mediação de conflitos.
Vários países receberam convites, incluindo França, Alemanha, Canadá, Rússia e Marrocos, com este último aceitando integrar o Conselho como membro fundador. A carta evidencia que, embora o Conselho esteja inicialmente focado em Gaza, o seu alcance poderá abranger toda a região do Médio Oriente, potencialmente alterando a dinâmica de poder e a relevância da ONU.
Especialistas alertam que esta iniciativa pode gerar tensões diplomáticas, ao criar uma estrutura paralela de mediação, concentrando decisões estratégicas em Washington e oferecendo a países ricos assentos permanentes milionários, enquanto outros permanecem subordinados ao veto do presidente do Conselho.
O Conselho só entrará em vigor após assinatura por três Estados, mas já desperta atenção global pelo seu potencial de reconfigurar negociações de paz e relações de poder no Médio Oriente, ao mesmo tempo que desafia diretamente o papel das Nações Unidas.
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