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Internacional/Ásia: Jimmy Lai condenado a 20 anos de prisão, o fim simbólico das liberdades em Hong Kong

O magnata pró-democracia e ex-editor do Apple Daily é sentenciado por “colusão com o estrangeiro” e publicação sediciosa, evidenciando o endurecimento da repressão sob a lei de segurança nacional imposta por Pequim.

Na segunda-feira, 9 de fevereiro, o tribunal de Hong Kong impôs uma pena de vinte anos de prisão a Jimmy Lai, o mais emblemático defensor da democracia da cidade, por colusão com o estrangeiro e publicação sediciosa. Aos 78 anos, Lai, ex-magnata da imprensa e fundador do Apple Daily, permanece detido desde 2020, mantendo-se em isolamento, e sua família expressa profunda preocupação com sua saúde debilitada.

O processo contra Lai, que durou dois anos, teve lugar no contexto da lei de segurança nacional imposta há mais de cinco anos, cujo objetivo declarado é eliminar qualquer forma de dissidência contra o regime chinês. Desde a sua implementação, a lei tem sido utilizada para silenciar críticos, fechar mídias independentes e restringir severamente os direitos políticos que antes distinguiam Hong Kong.

Durante a leitura da sentença, Lai manteve-se impassível e, ao ser escoltado para fora do tribunal, acenou para os presentes, incluindo sua esposa e antigos jornalistas do Apple Daily. Seu advogado declarou que a decisão era esperada, refletindo a natureza implacável do processo judicial que a comunidade internacional já classificou como uma demonstração de repressão planejada e sistemática.

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O tribunal incluiu na pena de vinte anos duas já cumpridas por fraude, o que significa que Lai deverá cumprir efetivamente mais de dezoito anos. A acusação argumentou que Lai alimentou, ao longo da vida, ressentimento contra Pequim e buscou minar o Partido Comunista, utilizando seus contatos internacionais e a mídia como instrumentos de influência contrária ao governo.

Organizações de direitos humanos, incluindo Amnesty International e Human Rights Watch, denunciaram a sentença como “uma execução fria contra a liberdade de expressão”, equiparando a pena à morte simbólica de um dos últimos baluartes pró-democracia da cidade. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas também classificou o julgamento como uma farsa completa, enquanto a ONU apelou pela libertação imediata de Lai por razões humanitárias, considerando sua idade e o tempo já cumprido em prisão.

O governo chinês, por sua vez, defende que o caso não tem relação com liberdade de imprensa, alegando proteger a segurança nacional. Para Pequim, a condenação de Jimmy Lai é um exemplo de sucesso na imposição de controle sobre Hong Kong, após a retrocessão de 1997, quando a cidade ainda mantinha liberdades políticas que a diferenciavam do restante da China.

A comunidade internacional reagiu com preocupação. O Primeiro-Ministro britânico, Keir Starmer, discutiu o caso diretamente com Xi Jinping em sua recente visita à China, enquanto a ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, prometeu ações imediatas em defesa de Lai. Nos Estados Unidos, Donald Trump também expressou esperança de que Pequim reveja a condenação.

A família de Lai descreveu a sentença como “devastadora” e alerta que ele poderá morrer em prisão, vítima de um sistema judicial que perdeu independência. O episódio simboliza, segundo analistas, a derrocada das liberdades civis em Hong Kong, transformando uma cidade outrora considerada modelo de democracia relativa em um território sob estrito controle político, em que a dissidência é severamente punida.

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