O presidente Yoweri Museveni afirmou no domingo que a sua vitória esmagadora nas eleições presidenciais de Uganda demonstra a dominância do seu partido, o Movimento de Resistência Nacional (NRM), que governa o país da África Oriental há quatro décadas.
Museveni, de 81 anos, assumiu o cargo afirmando que o resultado deu “um bom gosto da força” do seu partido. Ao longo dos anos, manteve-se no poder alterando regras constitucionais: os últimos obstáculos legais — limites de mandatos e restrições de idade — foram eliminados, enquanto alguns rivais potenciais foram detidos ou marginalizados.
Segundo os resultados oficiais, Museveni obteve mais de 71,6% dos votos, enquanto o seu mais próximo concorrente e principal figura da oposição, Bobi Wine (Kyagulanyi Ssentamu), ficou com 24,7%, resultado que Wine rejeitou como falso.
“O eleitorado da oposição tem sorte”, disse Museveni comentando a baixa participação, que se situou em 52%, a mais baixa desde o retorno de Uganda à política multipartidária em 2006. O presidente afirmou ainda acreditar que muitos dos que não votaram são membros do seu próprio partido.
Bobi Wine, músico que se tornou político, tem a opção de impugnar os resultados na justiça, que anteriormente recusou esforços da oposição para anular vitórias de Museveni, recomendando apenas reformas eleitorais.
Durante a campanha, sete apoiantes da oposição foram mortos pela polícia após atacarem um posto de votação com machetes no distrito central de Butambala. Museveni classificou alguns opositores de “terroristas e traidores”, acusando-os de tentar incitar violência durante o processo eleitoral. Wine negou as acusações, afirmando representar os jovens que anseiam por mudança política.
As eleições foram marcadas por apagão de internet de vários dias e falhas nas máquinas biométricas de identificação de eleitores, causando atrasos, incluindo em Kampala, a capital. Wine alegou enchimento de urnas em áreas controladas por Museveni e intimidação dos seus representantes.
As forças de segurança estiveram constantemente presentes durante toda a campanha. Wine afirmou ter sido seguido e assediado e precisou de se deslocar com colete à prova de bala e capacete, devido a receios de segurança.
PUBLICIDADE
Teste Gratuito
PUBLICIDADE
Teste GratuitoMuseveni, o terceiro presidente africano em exercício mais longevo, vai iniciar o sétimo mandato, aproximando-se de cinco décadas no poder. Os seus apoiantes creditam-lhe a relativa paz e estabilidade do país, que acolhe centenas de milhares de pessoas fugindo de conflitos na região.
O veterano da oposição Kizza Besigye, candidato presidencial por quatro vezes, permanece preso sob acusações de traição que ele considera politicamente motivadas. Desde a independência do domínio colonial britânico, Uganda nunca registou uma transferência pacífica de poder presidencial.
Apelo à Solidariedade e à Ajuda Humanitária
As fortes chuvas e inundações que assolam Moçambique em 2026 afectaram milhares de pessoas, provocando perdas de vidas, destruição de casas, estradas e terrenos agrícolas, e forçando muitas comunidades a deslocarem-se devido à subida das águas.
Perante a magnitude desta emergência, toda a ajuda disponível é necessária. O apoio de organizações humanitárias, instituições públicas e da sociedade civil é fundamental para garantir alimentos, água potável, abrigo e cuidados de saúde às famílias afectadas.
👉 📞 Para ajudar com doações ou informações: 842 525 229 (AM LOVE)






