A Copa Africana das Nações (CAN) 2025) terminou numa noite de emoções extremas, tensão e controvérsia, com o Senegal a sagrar-se campeão africano pela segunda vez, ao vencer o Marrocos por 1-0 após prolongamento, no domingo, 18 de janeiro, em Rabat, diante de um estádio quase totalmente adverso.
O triunfo foi arrancado “com os dentes”, num encontro marcado por um penálti marroquino altamente polémico, uma interrupção caótica do jogo, tentativas de invasão do relvado por adeptos senegaleses e, finalmente, um golo decisivo de Pape Gueye, que silenciou o Estádio Prince Moulay-Abdellah.
Anunciada como uma final de amizade entre dois “países irmãos”, a decisão foi antecedida por cenas de confraternização entre adeptos senegaleses e marroquinos ao longo do fim de semana. Fora de campo, declarações de respeito mútuo; dentro dele, a promessa — feita com sorrisos — de um verdadeiro “inferno” competitivo.
No estádio, 99% ocupado por adeptos marroquinos, o ambiente foi ensurdecedor. Os assobios constantes tentaram desestabilizar os senegaleses, cujo contingente de apoio era claramente inferior. Ainda assim, o selecionador Pape Thiaw havia garantido que a final seria decidida “11 contra 11 no relvado”. E assim foi.
PUBLICIDADE
Teste Gratuito
PUBLICIDADE
Teste GratuitoDesde os primeiros minutos, o Senegal assumiu o controlo emocional do encontro. Logo no primeiro canto, Yassine Bounou mostrou-se decisivo ao travar um cabeceamento de Pape Gueye (6’).
O duelo foi tático e fisicamente exigente, com confrontos de elevada intensidade. Os Leões da Teranga optaram por um bloco baixo, obrigando o Marrocos a arriscar mais na pressão ofensiva. Ainda assim, os Atlas também criaram perigo, explorando recuperações altas e transições rápidas.
Bounou voltou a ser determinante aos 38 minutos, ao negar o golo a Iliman Ndiaye, lançado por Nicolas Jackson, mantendo o nulo no marcador.
Na segunda parte, empurrados pelo público, os marroquinos intensificaram o ataque. El Kaabi esteve perto de marcar aos 58 minutos, com um remate que passou a centímetros do poste. Pouco depois, Sarr e Niakhaté salvaram o Senegal em intervenções decisivas.
O jogo foi interrompido aos 69 minutos, após um choque violento envolvendo Neil El Aynaoui, que saiu ensanguentado e regressou ao relvado com um pesado penso na cabeça. A longa paragem permitiu a Pape Thiaw reorganizar a equipa e lançar jogadores frescos.
Nos minutos finais, a tensão atingiu o auge. Um golo senegalês nos descontos foi anulado por falta anterior sobre Hakimi. Logo depois, um contacto sobre Brahim Díaz levou o árbitro a recorrer à VAR, assinalando um penálti que incendiou o estádio.
Seguiu-se o caos: discussões entre equipas técnicas, adeptos a tentarem invadir o relvado e o Senegal a retirar-se temporariamente por razões de segurança. Após longos minutos de incerteza, Sadio Mané liderou o regresso da equipa ao campo.
No momento decisivo, Édouard Mendy tornou-se o herói da noite. O penálti cobrado por Brahim Díaz, numa tentativa de panenka, foi facilmente defendido pelo guarda-redes senegalês (114’), provocando desolação no banco marroquino.
Na primeira parte do prolongamento, o Senegal encontrou finalmente a brecha. Pape Gueye, com uma arrancada poderosa, superou Hakimi e disparou um remate imparável para a gaveta (94’), fazendo o 1-0 que decidiria a final.
Apesar de reduzido a dez jogadores, o Marrocos pressionou até ao fim. En-Nesyri acertou no poste (105’) e multiplicaram-se os cruzamentos e remates. Mas o Senegal resistiu com coragem, entrega e experiência
O Senegal sobreviveu ao ambiente mais hostil prometido por Walid Regragui e conquistou a sua segunda estrela africana, num dos finais mais intensos e controversos da história recente da Copa Africana das Nações (CAN) 2025).
O Marrocos fez o suficiente para sonhar, mas a crueldade do futebol dita que só há um vencedor. Em Rabat, a noite terminou sob chuva, lágrimas e silêncio.
Apelo à Solidariedade e à Ajuda Humanitária
As fortes chuvas e inundações que assolam Moçambique em 2026 afectaram milhares de pessoas, provocando perdas de vidas, destruição de casas, estradas e terrenos agrícolas, e forçando muitas comunidades a deslocarem-se devido à subida das águas.
Perante a magnitude desta emergência, toda a ajuda disponível é necessária. O apoio de organizações humanitárias, instituições públicas e da sociedade civil é fundamental para garantir alimentos, água potável, abrigo e cuidados de saúde às famílias afectadas.
👉 📞 Para ajudar com doações ou informações: 842 525 229 (AM LOVE)






