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Internacional/América do Sul: EUA intensificam ataques a barcos suspeitos de tráfico de drogas e elevam tensão no Caribe e Pacífico

Uma das campanhas mais letais da administração Trump já deixa ao menos 145 mortos, enquanto críticas sobre legalidade e eficácia ganham força.

O exército dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira uma nova série de ataques contra três embarcações acusadas de transportar drogas em águas latino-americanas, resultado de uma campanha que se arrasta desde setembro de 2025 e que já deixou pelo menos 145 mortos. Dois dos barcos atingidos levavam quatro pessoas cada e navegavam no Oceano Pacífico Oriental, enquanto a terceira embarcação, com três ocupantes, foi destruída no Mar do Caribe, segundo o Comando Sul dos EUA. Vídeos divulgados pelo próprio comando mostram as embarcações sendo engolidas por explosões enquanto ainda havia pessoas a bordo, mas o governo norte-americano não apresentou evidências concretas de que os barcos transportavam drogas.

Esta ação ocorre em um contexto de crescente militarização da política antidrogas da administração Trump, que qualificou cartéis latino-americanos como “narcoterroristas” e afirmou que os ataques fazem parte de um “conflito armado” em águas internacionais. Para os Estados Unidos, o objetivo é interromper o fluxo de substâncias como o fentanyl, que tem causado milhares de overdoses fatais no país. Entretanto, críticos alertam que a maior parte dessas drogas chega por rotas terrestres, principalmente do México, onde a produção envolve químicos importados de países como China e Índia, levantando dúvidas sobre a eficácia das operações navais.

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Além da questão operacional, a legalidade dos ataques é objeto de intenso debate internacional. Especialistas em direito afirmam que a destruição de embarcações em alto mar, sem provas claras de tráfico, pode configurar execuções extrajudiciais e até crimes de guerra. A controvérsia se intensificou após revelações de que sobreviventes de ataques anteriores foram mortos em um segundo ataque de retaliação, uma prática que muitos juristas e legisladores democratas qualificaram como assassinato deliberado. Por outro lado, a administração Trump e legisladores republicanos defendem que tais ações são legais e necessárias para proteger a segurança nacional.

O episódio também faz parte de um quadro mais amplo de pressão militar dos EUA na América Latina. Em janeiro de 2026, forças americanas capturaram o então presidente venezuelano Nicolás Maduro, trazendo-o aos Estados Unidos para enfrentar acusações de tráfico de drogas. Esse movimento, considerado audacioso por observadores internacionais, faz parte de uma estratégia que combina ataques navais, interdição de navios-tanque e demonstrações de força com navios de guerra de grande porte, como o porta-aviões USS Gerald R. Ford, recentemente deslocado do Caribe para o Oriente Médio.

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Para analistas, essas ações refletem uma transformação na abordagem norte-americana sobre o tráfico de drogas, integrando militarização direta no mar e operações de alto risco. Apesar disso, a ausência de provas concretas e a mortalidade crescente provocam questionamentos sobre os limites éticos e legais dessa estratégia, bem como seu impacto nas relações com países vizinhos que podem ver essas ações como intervenções unilaterais em sua soberania. Enquanto Washington sustenta que está combatendo uma ameaça real à segurança nacional, críticos apontam que a política dos ataques navais pode gerar instabilidade regional, aumentar a desconfiança entre governos latino-americanos e aprofundar a controvérsia sobre a eficácia da campanha antidrogas.

Nesse cenário, os ataques refletem não apenas a determinação da administração Trump em demonstrar força militar, mas também os dilemas que surgem quando a guerra ao narcotráfico se sobrepõe a considerações legais, humanitárias e diplomáticas. Cada explosão em alto mar reforça a visibilidade da campanha, mas também evidencia as complexidades de aplicar a força letal em territórios que escapam da jurisdição nacional, onde a linha entre segurança e abuso de poder se torna tênue. A estratégia americana, enquanto tenta coibir o tráfico, lança um debate urgente sobre os limites da ação militar em tempos de crise transnacional e sobre os riscos de consequências humanitárias imprevisíveis.

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