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Internacional/América do Norte: Bill e Hillary Clinton cedem à pressão e aceitarão depor sobre o caso Epstein

Após meses de resistência e diante da ameaça de processo por obstrução ao Congresso, o casal concordou em testemunhar diante de uma comissão parlamentar que investiga os vínculos com Jeffrey Epstein, reacendendo debates sobre poder, impunidade e política nos Estados Unidos.

Após meses de recusa, Bill e Hillary Clinton finalmente aceitaram depor diante de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos no contexto da investigação sobre Jeffrey Epstein, o financista acusado de exploração sexual de centenas de jovens, incluindo menores. A decisão do ex-presidente e da ex-secretária de Estado não ocorreu de forma voluntária: o casal cedeu à pressão política e legal, diante da iminência de uma votação que poderia recomendar ao Departamento de Justiça a abertura de processos por obstrução ao Congresso, com pena de até doze meses de prisão.

O porta-voz de Bill Clinton, Angel Urena, destacou que o casal atuou de “boa fé”, informando sob juramento tudo o que sabia, e ressaltou que a aceitação de depor estabelece um precedente importante, válido para qualquer cidadão, independentemente de sua posição ou poder político. “Eles negociaram de boa fé, enquanto vocês não fizeram o mesmo. Sob juramento, disseram o que sabiam, mas isso não importou para alguns”, afirmou Urena em resposta a republicanos da comissão, sublinhando que a pressão do Congresso foi determinante para a mudança de postura do casal.

A comissão, presidida pelo republicano James Comer, planejava votar sobre resoluções que poderiam encaminhar formalmente à Justiça os Clinton, mas optou por adiar a votação ao constatar que o casal havia decidido cumprir a intimação. A decisão de depor evita a abertura imediata de processos legais e marca uma vitória temporária do Congresso na busca por respostas sobre os vínculos do casal com Epstein.

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Bill Clinton será ouvido em 27 de fevereiro, enquanto Hillary Clinton deporá em 26 de fevereiro. A comissão pretende esclarecer os laços de amizade e as interações do ex-presidente com Epstein, bem como o que a ex-secretária de Estado sabia sobre essas relações. Documentos liberados recentemente pelo Departamento de Justiça indicam conexões entre Epstein, sua rede de contatos e várias figuras públicas, embora a mera menção no arquivo não configure ato ilícito por parte dos envolvidos.

Jeffrey Epstein, figura central da jet set nova-iorquina nas décadas de 1990 e 2000, foi acusado de exploração sexual de mais de mil jovens. Encontrado morto em sua cela em 2019, sua morte gerou teorias de conspiração que alimentam suspeitas de que teria sido eliminado para proteger figuras influentes. Bill Clinton viajou diversas vezes a bordo do jato privado de Epstein e foi fotografado frequentemente em sua companhia, embora sempre tenha negado qualquer conhecimento dos crimes do financista, mantendo-se sem acusações formais em relação à sua relação com ele.

O depoimento do casal será filmado e transcrito, permitindo acompanhamento público e político detalhado. A audiência pretende aprofundar a investigação sobre os crimes de Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell, atualmente cumprindo vinte anos de prisão. A participação dos Clinton, embora sob pressão, reforça a mensagem de que ninguém está acima da lei, inclusive ex-presidentes e ex-secretários de Estado.

Especialistas destacam que o episódio evidencia como figuras de alto poder podem resistir a investigações, mas também como mecanismos legislativos e legais podem forçar transparência e prestação de contas. Ao aceitar depor, Bill e Hillary Clinton não apenas respondem a um processo político delicado, mas também sinalizam que, mesmo diante de acusações complexas e sensíveis, o sistema legal norte-americano exerce influência sobre todos, independentemente de sua posição social ou política.

Enquanto a disputa política entre democratas e republicanos continua a permear o caso, a atenção da opinião pública permanece focada na forma como o sistema de justiça lida com pessoas poderosas, e no impacto que tais investigações podem ter sobre a confiança nas instituições. O caso Epstein continua a ser um marco da política americana, combinando poder, escândalo e o desafio de assegurar que justiça e lei prevaleçam.

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